Foto: Ilustrativa

Por: Joilson Bergher

O sudoeste baiano voltou ao centro do debate. Alvo da Operação Carta Marcada, uma empresa figura entre as contratadas que somam R$ 35 milhões em Jequié e cidades da região. O volume chama atenção em um momento em que prefeituras do interior seguem dependentes de consultorias e contratações emergenciais, enquanto a população cobra mais entrega em saúde, educação e infraestrutura.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a operação apura supostas irregularidades na execução de contratos firmados com municípios. Entre os pontos investigados estão contratações por inexigibilidade e indícios de direcionamento, conforme nota oficial. Foram cumpridos mandados de busca, houve afastamento de servidores e bloqueio de valores. O caso reacende a discussão sobre transparência, concorrência e fiscalização no uso do dinheiro público.

Jequié, como cidade polo da região, precisa de contratos claros e abertos à disputa. Quando o processo não é transparente, quem perde é o serviço público e o cidadão que espera resultado na ponta.

O alerta está dado. R$ 35 milhões representam recursos que poderiam se transformar em obra, emprego e política pública. Enquanto a investigação segue, cabe ao poder público prestar contas e garantir que os procedimentos respeitem a lei e o interesse coletivo.

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