Foto: Ilustrativa/PMJ
O Ministério Público da Bahia (MPBA) investiga a empresa G3 Polaris por suspeitas de fraudes em licitações e possível desvio de recursos públicos em contratos firmados com prefeituras baianas. De acordo com as apurações, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 38,3 milhões. Além da G3 Polaris outras empresas também são alvo da investigação conduzida pelo órgão.
Em Salvador, a empresa recebeu R$ 124,8 milhões em contratos entre 2015 e 2026, período na gestão do ex-prefeito e atual pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e do prefeito Bruno Reis (União Brasil) quando apresentou um crescimento exponencial no faturamento anual — saltando de menos de R$ 1 milhão no início dos serviços para picos de R$ 25 milhões por ano.
A investigação também inclui contratos em Jequié. Conforme dados extraídos de portais de transparência, o montante empenhado supera R$ 35 milhões, a prefeitura de Jequié já liquidou e pagou efetivamente mais de R$ 11 milhões à empreiteira entre os anos de 2023 e 2025.
O primeiro contrato em Jequié foi assinado em 2023, voltado à pavimentação asfáltica com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) em vias de grande fluxo de cinco bairros periféricos e centrais no valor de R$ 23 milhões.
Em 2024, por meio de novos processos licitatórios, a G3 Polaris faturou mais R$ 8,5 milhões para revitalizar a Avenida Governador Lomanto Júnior, importante corredor de tráfego do município e um contrato de R$ 2,3 milhões para colocação de guias e sarjetas.
Em 2025, a empresa assinou um contrato de R$ 1,7 milhão voltado à instalação de bancadas em escolas municipais.
O MPBA ainda apura pagamentos de R$ 12.185.466,95 realizados à empresa pela Prefeitura de Vitória da Conquista entre 2019 e 2026, abrangendo as gestões do ex-prefeito Herzem Gusmão (MDB) e da prefeita Sheila Lemos (União Brasil). Somadas, a G3 Polaris e outras quatro empresas investigadas receberam mais de R$ 321 milhões em contratos públicos no período analisado.

