As motocicletas seguem entre os veículos mais vulneráveis no trânsito das rodovias federais da Bahia. Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quarta-feira (13) apontam que, entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 1,6 mil acidentes envolvendo motos no estado. As ocorrências deixaram 1,8 mil pessoas feridas e resultaram em 179 mortes.

Já nos quatro primeiros meses deste ano, a PRF contabilizou 555 acidentes com motocicletas nas rodovias federais baianas, com 655 feridos e 55 mortes. Segundo o levantamento, os acidentes que envolvem motos representam quase metade das ocorrências registradas nas estradas federais da Bahia e mais de 30% dos óbitos.

BRs MAIS LETAIS

Segundo a PRF, as BRs 324, 116 e 101 concentram o maior número de colisões com motocicletas. Os trechos localizados em Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista, no Sudoeste, lideram os registros de acidentes com veículos de duas rodas.
O balanço também mostra que 75% das pessoas envolvidas nos acidentes são homens. Além disso, 544 motociclistas flagrados nas ocorrências não tinham habilitação para conduzir veículo automotor.

PRINCIPAIS CAUSAS

Entre as principais causas identificadas pela PRF estão acessar a via sem observar a presença de outros veículos, responsável por 290 registros, ausência de reação do condutor, com 205 ocorrências, e reação tardia ou ineficiente, com 168 casos. Segundo a corporação, os fatores estão relacionados principalmente à desatenção no trânsito, muitas vezes provocada pelo uso do celular durante a condução.
Outro comportamento considerado de risco pela PRF é a circulação de motocicletas entre veículos de grande porte, como ônibus e caminhões. De acordo com a polícia, o deslocamento de ar provocado pelos veículos pesados e a velocidade empregada pelos motociclistas podem ocasionar perda de controle da moto e atropelamentos.

A PRF também alerta para os riscos causados pelos chamados pontos cegos de caminhões e ônibus, que dificultam a visualização de motociclistas muito próximos aos veículos. Trafegar próximo à traseira desses automóveis aumenta a possibilidade de colisões em frenagens bruscas ou desvios inesperados. Há ainda risco de desprendimento de partes da carga, fragmentos de pneus e objetos na pista.

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