Os protestos contra Rogério Ceni não se limitaram ao antes, durante e após o empate do Esporte Clube Bahia contra o Grêmio. Na noite deste domingo, 17, após o apito final, integrantes da Bamor, principal torcida organizada do clube, deixaram a Arena Fonte Nova para cobrar o treinador tricolor em frente ao condomínio de luxo, nas imediações de Camaçari, onde reside o comandante.
De acordo com informações obtidas pelo portal A TARDE, o protesto, no entanto, foi barrado na portaria principal do condomínio. O local é um complexo residencial composto por outros condomínios e propriedades em sua área, e os manifestantes foram impedidos de avançar ainda na primeira guarita.
Apesar da restrição, a torcida protestou do lado de fora do condomínio. Os torcedores entoaram cânticos que já haviam sido ouvidos durante a partida na Arena Fonte Nova contra o Grêmio. “Adeus, Ceni”, “Ei, Rogério, vai tomar no c#” e “Acabou a paz, mexeu com o Bahia, mexeu com satanás” foram os principais gritos da torcida tricolor.
Os protestos acontecem em razão do momento vivido pelo Esquadrão na temporada. Após o empate deste domingo, a equipe comandada por Rogério Ceni chegou ao sétimo jogo consecutivo sem vencer — sequência que inclui a eliminação para o Remo na Copa do Brasil. Com isso, o principal alvo das críticas da torcida passou a ser o comando técnico.
Após a partida, em entrevista coletiva, Rogério Ceni afirmou compreender as cobranças dos torcedores diante do mau momento vivido pela equipe. O treinador destacou que gostaria de voltar a contar com o apoio da torcida, mas garantiu que as críticas não o afetam pessoalmente e que seguirá trabalhando em busca de melhores resultados para o Bahia.
“Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para repetirmos o sonho que tivemos. Temos que provar nosso valor e nosso trabalho. Não levo para o lado pessoal. A vida do treinador é essa. Entendo tudo isso porque o torcedor vem para extravasar, e ele quer ver o seu time vencer”, comentou o treinador.

