O caso envolvendo a retirada de uma fotografia de uma candomblecista de uma exposição no Fórum de Camaçari evoluiu para uma investigação disciplinar no Judiciário baiano.
O corregedor-geral da Justiça, Salomão Resedá, instaurou uma sindicância para apurar a conduta funcional dos juízes Cesar Augusto Borges de Andrade e José Francisco Oliveira de Almeida, este último também diretor do fórum.
Antes disso, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), José Rotondano, já havia determinado o retorno imediato da obra à exposição. A nova medida da Corregedoria, no entanto, amplia o caso para o âmbito disciplinar.
A investigação deverá apurar não apenas a retirada da obra, interpretada como possível censura, mas também relatos de desentendimentos com outros magistrados e servidores durante o episódio.
O desdobramento reforça a atenção sobre o caso, que envolve questões relacionadas à liberdade artística, respeito religioso e conduta institucional dentro do Judiciário.

