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O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (30) que os conflitos internos na família do ex-presidente Jair Bolsonaro precisam ser resolvidos para viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas próximas eleições contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo ele, há divergências entre os filhos do ex-presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O atrito é maior com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que não retornou ao Brasil e permanece nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Michelle, por sua vez, ainda não participa da pré-campanha de Flávio.
Durante participação em evento do grupo Lide, em São Paulo, Valdemar disse que Eduardo errou ao afirmar, durante a CPAC, que gravava um vídeo para mostrar ao pai, que está em prisão domiciliar. Ele afirmou que Michelle não permite a entrada de telefones no local.
O dirigente também descartou a possibilidade de Michelle ou da senadora Tereza Cristina (Progressistas) ocuparem a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a composição deve incluir outros partidos, embora tenha defendido que uma mulher ocupe o posto, citando a experiência de 2022 com Walter Braga Netto.
Valdemar afirmou que pretende se reunir com Flávio no fim de semana para tratar da situação interna e respondeu a questionamentos sobre possíveis impactos das disputas familiares e declarações públicas de integrantes do grupo na corrida eleitoral. No mesmo evento, mencionou o caso envolvendo o banco Master e disse que a base do governo não assinou a proposta de CPI sobre o tema.
O presidente do PL também comentou a pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência e afirmou que ele deverá apoiar Flávio em eventual segundo turno. Sobre declarações do senador na CPAC envolvendo o processo eleitoral de 2022, Valdemar disse que há confiança nas urnas eletrônicas, mas voltou a defender a adoção de voto impresso para conferência.

