A indústria de motocicletas no Brasil começou 2026 em ritmo acelerado, com o Polo Industrial de Manaus (PIM) produzindo 184.443 unidades em janeiro, o maior volume para o mês desde 2008, conforme levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).

O crescimento foi de 11% em relação a janeiro de 2025 e de 42,2% comparado ao mês anterior, quando as fábricas adotaram férias coletivas. A Abraciclo projeta que a produção total em 2026 chegue a 2,07 milhões de unidades, um aumento de 4,5% sobre 2025.
Em janeiro, a categoria Street foi a mais produzida, com 95.732 unidades, representando 51,9% do total. A Trail ficou em segundo lugar, com 19,1%, e a Motoneta respondeu por 13,9%. As motocicletas de baixa cilindrada dominaram a produção, com 78,5% do total fabricado.
Já no varejo, os emplacamentos também atingiram um recorde, com 178.562 unidades licenciadas, representando um aumento de 17,5% sobre janeiro de 2025. No entanto, houve uma queda de 7,6% em relação a dezembro, o que é considerado um efeito sazonal esperado. A média diária de vendas foi de 8.503 unidades. A previsão da Abraciclo é que as vendas de motocicletas no varejo atinjam 2,3 milhões de unidades em 2026, com um crescimento de 4,6% sobre o ano anterior.

No setor de exportações, as associadas da entidade embarcaram 3.267 unidades para o mercado externo em janeiro, um aumento de 16,4% em relação ao mesmo mês de 2025, mas uma queda de 6,5% frente a dezembro. A expectativa é que as exportações alcancem 45.000 unidades neste ano, com uma alta de 4,4%.

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