A decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia de abrir sindicância sobre o caso no fórum de Camaçari coloca em evidência um tema sensível e recorrente no Brasil: a intolerância religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana como o Candomblé.

A apuração envolve o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade e o diretor do fórum José Francisco Oliveira de Almeida, após a retirada da fotografia de uma sacerdotisa de uma exposição. O caso ganhou repercussão após denúncia feita pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras, que classificou o ato como discriminatório.

A situação foi levada ao Conselho Nacional de Justiça, e, diante da repercussão, o próprio TJ-BA determinou a recolocação da imagem. O presidente da Corte, José Edivaldo Rocha Rotondano, destacou que decisões judiciais devem equilibrar a neutralidade do Estado com a valorização da cultura e da memória brasileira.

A sindicância foi solicitada pelo corregedor-geral Emílio Salomão Resedá e será conduzida pela juíza auxiliar Ádida Alves dos Santos, com prazo de até 60 dias para conclusão.

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