O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (13) que a pressão da sociedade e as manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras contribuíram para a mudança de posicionamento do Partido Liberal (PL) em relação à proposta de extinção da escala de trabalho 6×1.

A declaração foi feita durante um evento no Palácio do Planalto, em Brasília, no qual o governo anunciou medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs). Na ocasião, Lula comentou o anúncio de apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, à proposta em discussão no Senado.

“Me parece que, depois da pressão da sociedade e depois de todas as manifestações nas ruas desse Brasil, o partido PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, declarou o presidente.

A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar que votará favoravelmente à proposta. O senador havia criticado anteriormente a iniciativa, classificando-a como inoportuna e eleitoreira. Ao justificar a mudança, afirmou que pretende acompanhar a posição da maioria dos trabalhadores.

O que prevê a proposta

A proposta em discussão prevê mudanças na jornada semanal de trabalho, atualmente limitada a 44 horas pela regra geral, com a redução gradual para 40 horas e a ampliação do descanso semanal para dois dias, sem redução salarial, conforme o texto em debate.

A matéria está em tramitação no Senado e tem votação prevista para esta semana. A aprovação depende da análise e dos votos dos parlamentares.

O fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador exerce atividades durante seis dias e tem um dia de descanso — tornou-se tema de debate entre governo, oposição, representantes dos trabalhadores e setores empresariais, especialmente em razão dos possíveis impactos sobre a organização do trabalho e os custos das empresas.

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