Foto: Ilustrativa
Por Joilson Bergher.
“Guardião da Verdade”, mantendo o tom reflexivo e necessário que o tema exige. Diz-se que a primeira vítima da guerra é a verdade. No entanto, vivemos um tempo em que a guerra não precisa de campos de batalha físicos para acontecer; ela ocorre no fluxo incessante de dados, nas telas dos celulares e na velocidade de um compartilhamento impensado. Nesse cenário, o papel do jornalismo profissional deixa de ser apenas o de informar e passa a ser o de sustentar a realidade.
Sem o trabalho da apuração rigorosa, a sociedade fica órfã de referências. Onde não há o filtro da ética e o compromisso com o fato, o que sobra é o ruído. Um mundo sem jornalismo é um mundo cego, onde o boato ganha status de notícia e a conveniência substitui a evidência.
O jornalista, esse “Guardião da Verdade”, não é o dono da razão, mas o profissional treinado para separar o joio do trigo. É quem mergulha no caos das informações para trazer à tona o que é sólido. Sem ele, a democracia enfraquece, pois cidadãos mal informados perdem a capacidade de decidir o seu próprio destino.
O jornalismo não é apenas um ofício; é um serviço público essencial. Quando defendemos a imprensa livre e profissional, estamos, na verdade, defendendo o direito inalienável de enxergar o mundo como ele realmente é, e não como tentam nos convencer que seja. A verdade precisa de sentinelas. E a sociedade precisa da verdade para respirar.
Joilson Bergher! Professor/Analista Crítico Social.

