Foto: Ilustrativa
Por Joilson Bergher.
As ações do Governo da Bahia na área da saúde avançam de forma concreta com a construção de um Hospital do Estado em Maracás, tema tratado com a devida relevância no jornalismo da Rádio FM Contas, por meio das análises de Zenilton Meira e Ricardo Brito. A iniciativa representa mais do que uma obra física: sinaliza uma estratégia de regionalização da saúde, buscando corrigir distorções históricas na concentração de serviços hospitalares em poucos municípios polos. Em uma região marcada por longos deslocamentos e sobrecarga de unidades existentes, a implantação desse hospital surge como resposta objetiva a uma demanda antiga da população.
Do ponto de vista da organização do sistema de saúde, a unidade em Maracás tende a desconcentrar a pressão exercida sobre Jequié, especialmente sobre o Hospital Geral Prado Valadares, que há décadas opera no limite de sua capacidade. A superlotação do Prado Valadares não é fruto de má gestão isolada, mas da centralização regional do atendimento de média e alta complexidade. Ao redistribuir fluxos de pacientes, o novo hospital contribui para melhorar o tempo de resposta, a qualidade do atendimento e as condições de trabalho dos profissionais de saúde, fortalecendo toda a rede regional.
Além disso, a construção do hospital em Maracás tem impacto direto no desenvolvimento local e regional. Gera empregos durante a obra, cria postos permanentes na área da saúde e movimenta a economia do entorno. Mais importante ainda, reduz o sofrimento de famílias que hoje precisam percorrer longas distâncias em busca de atendimento, muitas vezes em situações de urgência. Trata-se de uma política pública que dialoga com o princípio da equidade do SUS, levando o serviço para mais perto de quem dele necessita.
Por fim, como bem pontuado no debate jornalístico da FM Contas, quando se constrói um hospital, quem ganha no horizonte é o povo. Ganha em dignidade, em acesso, em segurança e em qualidade de vida. A obra em Maracás reafirma que investir em saúde pública não é gasto, mas compromisso social e civilizatório. Ao fortalecer a rede regional e aliviar gargalos históricos como os de Jequié, o Estado sinaliza que cuidar das pessoas começa pela garantia concreta do direito à saúde.

